quinta-feira, 21 de abril de 2011


 

"...Construíste tua paz tapando com cimento, como fazem as térmitas, todas as saídas para a luz. Ficaste enroscado em tua segurança burguesa, em tuas rotinas, nos ritos sufocantes de tua vida provinciana; ergueste essa humilde proteção contra os ventos, as marés e as estrelas. Não queres te inquietar com os grande problemas e fizeste um grande esforço para esquecer a tua condição de homem. Não és o habitante de um planeta errante e não lanças perguntas sem solução: és um pequeno-burguês de Tolouse. Ninguém te sacudiu pelos ombros quando ainda era tempo. Agora a argila de que és feito já secou, e endureceu, e nada mais poderá despertar em ti o músico adormecido, ou o poeta, ou o astrônomo que talvez te habitassem. Não me queixo mais das lufadas de chuva. A magia do ofício abre para mim um mundo em que enfrentarei, dentro de duas horas, dragões negros e cumes coroados por uma cabeleira de relâmpagos azuis. Nesse mundo, quando vier a noite, livre, lerei meu caminho nos astros."


Me pregunto si las estrellas están encendidas a fin de que cada uno pueda encontrar la suya algún día...

Um comentário:

Outra mulher em mim disse...

Eu adorei o que você escreveu...e se esse Blog é pra quem gosta de emoções...Bem, eu gosto.Gostei muito, Parabéns!!!!

Abraços