domingo, 13 de fevereiro de 2011



"O meu cração é capaz de todas as formas"
RUMI

sábado, 12 de fevereiro de 2011

No meu caminho de busca...




Tendo sido educada pelos dogmas católicos, ouvi, várias vezes, que somos feitos à imagem e semelhança de Deus. Porém, jamais fui estimulada a refletir e entender o verdadeiro sentido dessa premissa. Muitas vidas depois, pude entender, pela urgência em encontrar respostas a todas as minhas inquietações, através de estudos e conhecimentos adquiridos de forma empírica, que Deus não estava só fora, mas, também, dentro de mim. Ele era a fonte, o centro em meu Ser. Que tudo o que eu precisava fazer era me lembrar: lembrar-me de quem eu era e me alinhar com essa voz interior. Eu não posso descrever em palavras o que isso me causou! 

Era como se, finalmente, eu fosse abraçada por um Amor que estivesse me esperando há muito tempo. Eu, esperando por Ele, assim como Ele, esperando por mim, esperando que eu permitisse... Isso me curou de todo desamor, toda a carência, trazendo-me muita paz e muita força. Eu acreditei nisso, de verdade. Resolvi experimentar. Toda vez que me ameaçava a insegurança ou sentimento de baixa-valia, eu me lembrava de que era Deus experimentando a vida através das minhas escolhas, através das experiências que eu atraia para mim. Deus, querendo sentir como é possível superar a dualidade através do equilíbrio entre o medo e o amor, a luz e a escuridão, o negativo e o positivo. Então, sempre que precisava carregar minhas baterias, pensava nisso...

Como entendo o propósito da vida:


Vivemos em um mundo de dualidade. Quer dizer que este é um mundo de contrários, diferente da nossa origem divina, da parte Deus que carregamos, que só conhece a verdade e a verdade é Luz, Amor. Aqui, na Terra, temos a missão de aprender a equilibrar essa dualidade que permeia tudo o que conhecemos: o amor e o medo, a luz e a escuridão, o bem e o mal. Porque? Porque tem que ser assim? Nascemos ignorantes, nada sabemos de nossa origem. E aí reside o desafio/segredo: se somos partículas da essência divina, mergulhados na ignorância- porque, ao nascermos, nos esquecemos de todo o nosso potencial e capacidade criativa- precisamos, através das experiências que atraímos_ luz atrai experiência- despertar para a única coisa que realmente importa, a única verdade: a Presença que nos habita. Lembrarmo-nos de que dela somos parte. Ao chegarmos a esse ponto, rompemos com qualquer destino, porque passamos a viver fora da roda, passamos a ser orações andantes, expressões da luz de Deus. Porque nos tornamos nossa parte Superior, aquela da qual, propositalmente nos esquecemos, para que superássemos a dualidade e decifrássemos o enigma, pela força e luz de cada escolha. Esse entendimento passou a ser uma força motriz em minha vida. Me ensinou a enxergar os propósitos, escondidos por trás de cada acontecimento.
Passei a "olhar de novo", escolher de novo, alinhada à minha Presença. Sou uma aprendiz de mim mesma, tenho muitas possibilidades de Ser, muito a descobrir e aprender, porém, posso afirmar que, depois de experimentar-me como expressão da luz de Deus, tudo fica mais fácil de ser aceito, integrado, compreendido...

A Introdução de Um Curso em Milagres afirma o seguinte:

“Este é um curso em milagres. É um curso obrigatório. Só é voluntário o momento em que decides faze-lo. Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objetiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é a tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas o que tudo abrange não pode ter opostos.

Nada real pode ser ameaçado.

Nada irreal existe.

Nisso está a paz de Deus"


Lílian Baroni
Uma aprendiz de vir a Ser



Fluidez






Não têm receio de falhar. De fato, frequentemente recebem isso bem. Não equacionam o fato de ser bem-sucedido num empreendimento em termos de sucesso como ser humano. Uma vez que sua autovalia lhes vem de dentro, qualquer acontecimento exterior pode ser encarado ojetivamente e apenas como eficaz ou ineficaz. Sabem que o fracasso é apenas a opinião pessoal que alguém expressa e que não deve ser temida, visto como não pode afetar a autovalia.



Assim tentarão todas as coisas, participarão de tudo apenas porque é divertido e nunca terão medo de ter que se explicar. Da mesma forma, nunca optam pela ira de nenhuma maneira imobilizante. Usando a mesma lógica (e nunca tendo que prepará-la de cada vez, visto como isso já se tornou um sistema de vida), não dizem a si mesmas que as outras pessoas deveriam comportar-se diferentemente e que os acontecimentos não deviam ser o que são. Aceitam os outros como são e esforçam-se para modificar os acontecimentos que lhes desagradam. Assim, a ira torna-se impossível, porque nada era esperado. São pessoas capazes de eliminar as emoções que de alguma forma sejam autodestrutivas e de estimular as que tornam as pessoas maiores.



Esses felizes indivíduos exibem uma admirável falta de defesa. Não participam de jogos, nem tentam impressionar os outros. Não se vestem para a aprovação alheia, nem se dão ao trabalho de se explicar. Têm simplicidade e naturalidade e não se deixarão seduzir pela necessidade de transformar em casos coisas pequenas ou grandes. Não gostam de discutir, nem são debatedores exaltados; apenas expõem seus pontos de vista, ouvem os dos outros e reconhecem a futilidade de tentar convencer alguém mais de que deve ser como eles são. Dirão simplesmente: “Está certo, somos apenas diferentes. Não temos que concordar.” Deixam a coisa ficar por aí, sem qualquer necessidade de ganharem a discussão, ou convencerem o oponente do errado de sua posição. Não têm receio de causar má impressão, mas não se esforçam nesse sentido.



Seus valores não são locais. Não se identificam com a família, a vizinhança, a comunidade, a cidade, o estado ou o país. Vêem a si mesmos como pertencendo à raça humana, e um austríaco desempregado não é melhor nem pior do que um californiano sem emprego. Não são patrióticos quanto a uma fronteira em especial, mas ao contrário, vêem-se como parte de toda a humanidade. Não ficam contentes por ter mais inimigos mortos, visto que o inimigo é tão humano quanto o aliado. Os limites traçados pelos homens para se definir um aliado não merecem o beneplácito deles. Transcendem as fronteiras tradicionais, o que frequentemente faz com que os rotulem de rebeldes, ou mesmo traidores.



Não têm heróis nem ídolos. Vêem todas as pessoas como seres humanos e não põem ninguém acima de si em importância. Não pedem justiça a todo momento. Quando alguém tem mais privilégios, vêem isso como um benefício para essa pessoa, em vez de como uma razão para se sentirem infelizes. Quando se defrontam com um oponente, desejam que ele saia bem, em lugar de querer que tenha um mau desempenho, para que possam ganhar pela falta do outro. Querem ser vitoriosos e eficientes por seus próprios meios, mas do que pelas deficiências dos outros. Não ficam insistindo para que todo mundo seja igualmente dotado, mas buscam dentro de si mesmos a sua felicidade. Não criticam, nem têm prazer nas infelicidades alheias. Estão ocupados demais sendo, para notar o que seus vizinhos estão fazendo.



Da maior significação é o fato de que essas são pessoas que amam a si mesmas. São motivadas por um desejo de progredir e, sempre que podem, tratam bem de si próprias. Não têm lugar para auto-piedade, para auto-rejeição ou auto-desprezo. Se você lhes perguntar: “Gosta de si mesmo?” ouvirá em resposta um sonoro “É claro que sim!” Na verdade, são aves raras. Cada dia é uma delícia, que vivem integralmente, em todos os seus momentos presentes. Não são livres de problemas, mas livres da imobilidade emocional que resulta dos problemas. A medida de sua saúde mental não está em saber se escorregam, mas naquilo que fazem quando escorregam. Ficam lá estendidas, chorando porque caíram? Não, levantam-se, sacodem a poeira e continuam com a determinação de viver. As pessoas livres de pontos fracos não correm atrás da felicidade: vivem e a felicidade resulta disso.



Do livro “Seus Pontos Fracos” – Dr. Wayne W. Dyer

Retirado de Vida Plena